Análise de Circuito RCProblemaResolução usando Equações DiferenciasAplicando Degrau de 5 Volts na entradaResolvendo usando equação diferencialPasso 1: solução homogêneaPasso 2: solução particularPasso 3: solução completaSignificado da Constante de tempoSimulação temporalResolvendo usando LaplaceFunção TransferênciaAplicando o degrau de 5 VSimulação temporalE se a entrada fosse senoidal?
Seja o circuito abaixo:

Para simulações usando Ocatve/Matlab, considere: R = 1 K
Resolva:
a) Descubra o que acontece quando se aplica um degrau de amplitude de 5 Volts ao mesmo (mostre um gráfico de
b) Descubra o que ocorre quando se aplica uma senoide na entrade deste ciruito. Compare num diagrama no tempo, a forma de onda de entrada versus forma de onda na saída deste circuito.
Resolução:
Circuito:
xxxxxxxxxx RVin(t) ───────/\/\/\/─────●──── Vout(t) │ === C │ GNDAnalisando...
Como a corrente que passa pelo resistor é a mesma corrente que carrega o capacitor:
Pela lei de Ohm:
Para o capacitor:
Portanto:
Multiplicando por
Finalmente:
Essa é a equação diferencial do circuito.
Numericamente, com
Este valor vai corresponder à constante de tempo,
Então:
ou:
Vamos supor que inicialmente o capacitor esteja descarregado:
e que em
onde
Queremos descobrir
Nossa equação é:
Para
portanto:
Substituindo
Dividindo por 0,001:
Temos uma equação diferencial linear de primeira ordem.
Primeiro resolvemos:
Portanto:
Separando as variáveis:
Integrando:
Logo:
Como o lado direito é uma constante, procuramos uma solução constante:
Então:
Substituindo valores:
Logo:
Portanto:
A solução geral é:
Agora precisamos determinar
Como a tensão em um capacitor não pode mudar instantaneamente:
Então:
Portanto:
ou:
Como:
podemos escrever de uma forma muito mais significativa:
Significado desta equação... ou significado da constante de tempo RC:
Para:
Ou seja, após uma constante de tempo:
Note:
| Tempo | % (em relação à | ||
|---|---|---|---|
| 0 | 0 V | 0% | |
| 0.001 | 3,16 V | 63,2% | |
| 0.002 | 4,32 V | 86,5% | |
| 0.003 | 4,75 V | 95,0% | |
| 0.004 | 4,91 V | 98,2% | |
| 0.005 | 4,97 V | 99,3% |
Portanto, aproximadamente após:
Note que tabela acima poderia ter sido levantada numericamente usando o Octave/Matlab:
xxxxxxxxxxoctave:1> R=1e3;octave:2> C=1e-6;octave:3> tau=R*Ctau = 1.0000e-03octave:4> t=0:tau:5*tau % Note que t é uma matriz de 1 x 6t = Columns 1 through 5: 0 1.0000e-03 2.0000e-03 3.0000e-03 4.0000e-03 Column 6: 5.0000e-03
octave:5> Vout=5*(1-exp(-t/tau));octave:6> size(Vout) % Note que Vout = matriz 1 x 6ans = 1 6octave:7> per=(Vout./5)*100; % calculando em porcentagemoctave:8> [t' Vout' per'] % mostrando valoresans = 0 0 0 0.0010 3.1606 63.2121 0.0020 4.3233 86.4665 0.0030 4.7511 95.0213 0.0040 4.9084 98.1684 0.0050 4.9663 99.3262
Podemos plotar o gráfico de
xxxxxxxxxxoctave:9> ezplot('5*(1-exp(-1000*t))', [0 5e-3])octave:10> gridObtendo:

Podemos fazer exatamente a mesma análise de outra maneira. Neste caso, usando Laplace.
Da equação original do circuito temos:
Aplicamos a transformada de Laplace:
Usamos a propriedade:
Obtemos:
Como:
teremos:
Colocando
Logo:
Essa é a função de transferência do circuito.
A função transferência para nosso circuito é então:
Adaptando valores numéricos para o caso do nosso circuito:
ou:
A entrada é:
A transformada de Laplace do degrau é:
Então:
Como:
vamor obter:
Agora precisamos fazer a transformada inversa.
Usando frações parciais:
Calculando os resíduos
Assim:
Da tabela de transformadas de Laplace:
e:
Então:
Note que é exatamente a mesma resposta obtida usando equação diferencial.
Note que poderíamos ter usado Matlab/Octave:
xxxxxxxxxxoctave:1> N=5000;octave:2> D=[1 1000 0]; % s(s+1000) = s^2 + 1000s + 0octave:3> [R,p,k]=residue(N,D)R =
-5 5
p =
-1000 0
k = [](0x0)
octave:4> syms s % declarando variável s como simbolicaSymbolic pkg v3.2.1: Python communication link active, SymPy v1.13.3.octave:5> Vout=5000/(s*(s+1000));octave:6> pretty(Vout) 5000 ──────────── s⋅(s + 1000)
octave:7> v_out=ilaplace(Vout) % inversa de Laplace;octave:8> pretty(v_out) -1000⋅t 5 - 5⋅ℯ Note que o Octave/Matlab possui a função step() que já permite simular uma entrada degrau num sistema.
Neste caso, ficaria algo como:
xxxxxxxxxxoctave:1> N=1000;octave:2> D=[1 1000];octave:3> H=tf(N,D) # variavel transfer function H(s)
Transfer function 'H' from input 'u1' to output ...
1000 y1: -------- s + 1000
Continuous-time model.octave:10> zpk(H) # outra forma de mostrar transfer function (zero, pole, gain)
Transfer function 'ans' from input 'u1' to output ...
1000 y1: -------- s + 1000
Continuous-time model.
octave:11> step(5*H) # resposta para entrada degrau de amplitude 5É gerado o gráfico:

Compare com a figura obtida anteriormente no item Simulação Temporal e perceba que foi gerado o mesmo gráfico. Mas agora usamos facilidades inerentes à função step():
Note que esta função nos poupou muito tempo com deduções, senão teríamos que repetir todo o desenvolvimento já realizado no item anterior Aplicando Degrau de 5 Volts na entrada para alcançar o resultado analítico:
Mas note a a função step() não devolve expressões algébricas, apenas o resultado numérico da aplicação de uma entrada degrau num certo sistema.
E se ao invés de colocar uma entrada degrau na entrada do circuito RC, que corresponde na prática a conectar este circuito à uma fonte DC de 5 Volts, fosse aplicada uma onda senoidal à entrada do mesmo?
Novamente, podemos resolver usando:
O próximo item: Circuito RC com entrada senoidal, mostra como se faz isto.
Fernando Passold, em 13/08/2026.